sábado, 19 de setembro de 2009



"Andava pelas ruas e praças de Atenas, pelo mercado e pela Assembleia, indagando a cada um: 'Você sabe o que é isso que está dizendo?', 'Você sabe o que é isso em que acredita?', 'Você diz que a coragem é importate mas o que é a coragem?', 'Você acredita que a justiça é importante; mas o que é a justiça?', ou 'Você crê que seus amigos são a melhor coisa que você tem; mas o que é a amizade?'. Suas perguntas deixavam seus interlocutores embaraçados. Descobriam surpresos que não sabiam responder e que nunca tinham pensado em suas crenças e valores. As pessoas esperavam que ele respondesse; mas, para desconcerto geral, dizia: 'Não sei; por isso estou perguntando.' Daí sua famosa frase: 'só sei que nada sei'."

domingo, 13 de setembro de 2009


A ficção é compensação e consolo pelas muitas limitações e frustações que fazem parte de todo destino endividual e fonte perpétua de insatisfação, pois nada mostra de forma tão clara o quão minguada e inconsistente é a vida real quando tornar a ela, depois de haver vivido, nem que seja de modo fugaz, a outra vida...


E as palavras que denominam as menores frações de tempo ? "Momento" vem do latim momentum, "movimento", e refere-se ao balanço do pêndulo dos relógios. Tanto que a física chama esse movimento pendular de "momento angular". Cada ida ou vinda do pêndulo é um "momento" .

Ou seja, um "momento" não era, na sua origem, o mesmo que um tempo infinitesimal, mas uma duração suficiente para que algo se movesse de forma perceptível aos olhos. Já "instante" (do latim instants) significa "insistente, que perdura". Não é paradoxal que o instante seja justamente o intervalo de tempo mais fugaz que existe?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"Noites de Verão"


[Danny]
Amor de verão foi tão excitante

[Sandy]
Amor de verão aconteceu tão rápido

[Danny]
Eu conheci uma garota, louca por mim

[Sandy]
Conheci um cara muito gatinho

[Os Dois]
Dias de verão virando noites de verão

[Rapazes]
Bem, bem, bem
Conte-me mais, conte-me mais
Até que ponto vocês foram?

[Moças]
Conte mais, conte mais
Tipo, ele tem um carro?

[Danny]
Ela nadou comigo e ficou com caibrã

[Sandy]
Ele passou do meu lado correndo e molhou minha roupa

[Danny]
Eu salvei a vida dela, ela quase se afogou

[Sandy]
Ele quis aparecer, jogando água pra todo lado

[Os Dois]
No sol de verão, algo começou, mas oh oh oh as noites de verão

[Moças]
conte mais, conte mais
Foi amor à primeira vista?

[Rapazes]
conte mais, conte mais
Ela brigou?

[Danny]
Levei-a pra jogar boliche

[Sandy]
Nós passeamos e tomamos limonada

[Danny]
Fizemos amor no cais

[Sandy]
Demos umas voltas até às 10 da noite

[Os Dois]
Caso de verão, não significa nada, mas oh oh oh as noites de verão

[Rapazes]
conte mais, conte mais
Mas você não precisa se gabar

[Moças]
conte mais, conte mais
Porque ele parece ser chato

[Sandy]
Ele foi amável, e segurou a minha mão

[Danny]
Ela foi amigável deitada na areia

[Sandy]
Ele foi um doce e acabou de completar 18 anos

[Danny]
Bem, ela é boa, você sabe o que eu quero dizer

[Os Dois]
No calor de verão um rapaz e uma moça se conhecem, mas oh oh oh as noites de verão

[Moças]
conte-me mais, conte-me mais
Quanto dinheiro ele gastou?

[Rapazes]
conte-me mais, conte-me mais
Será que ela não pode me arranjar uma amiga?

[Sandy]
Ficou frio - é assim que termina

[Danny]
Daí eu disse pra ela que nós ainda seríamos amigos

[Sandy]
Então nós trocamos juras de amor

[Dany]
Queria saber o que ela está fazendo agora

[Ambos]
Sonhos de verão morreram, nas oh aquelas noites de verão

[Todos]
Conte-me mais, conte-me mais

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

"Odeio o modo como fala comigo

E como corta o cabelo

Odeio como dirigi o meu carro

E odeio seu desmazelo

Odeio suas enormes botas de combate

E como consegue ler minha mente

Eu odeio tanto isso em você

Que até me sinto doente

Odeio como está sempre certo

E odeio quando você mente

Odeio quando me faz rir muito

Ainda mais quando me faz chorar...

Odeio quando não está por perto

E o fato de não me ligar

Mas eu odeio principalmente

Não conseguir te odiar

Nem um pouco

Nem mesmo por um segundo

Not even at all"

*-*

domingo, 6 de setembro de 2009


E quando você abrir o armário e não encontrar mais as mentiras que te vestiam?Quando se olhar no espelho e descobrir a verdade?O que fará com o que restar, quando tudo se desnudar e só a verdade existir?Como lidará com o seu novo eu? Seu verdadeiro eu...E descobrir que tudo e todos a sua volta não são o que você criara?E aqueles que deixou para trás, que tentaram em vão te acordar?E as oportunidades que perdeu para poder seguir seus caminhos de sonhos?Quando se deparar com seu real tamanho, O QUE FARÁ? [chorarei! :p]

Muletas


Existem pessoas que não vivem a não ser em função das outras.Desenvolvem várias personalidades para serem aceitas em vários grupos sociais, se apoiando nos diversos membros destes grupos.Carentes, precisam de aprovação, de serem queridas, não se importam com o respeito, se importam com a aprovação.Usam de várias estratégias, como camaleões, se inserem nos grupos, permanecem camuflados mesmo sem compartilhar das idéias e ideais dos seus membros.É comum que tais pessoas participem de vários grupos ao mesmo tempo, grupos muitas vezes díspares, opostos.São capazes de ações que quando confrontadas, não apresentam menor sentido, por exemplo, podem ouvir funk ou bossa nova, podem ter atividades físicas intensas ou levar uma vida indolente.A lógica de tudo reside no conceito de muleta, a pessoa deixa de ter vida própria pra se apoiar nos outros, sem atitude, sem convicções, sem vontade própria a pessoa se apega aos outros, a aceitação dos outros.Mas um dia as portas começam a fechar, as muletas começam a escassear, e elas se dão conta de que estão num caminho sem saída.Algumas vezes surge uma muleta definitiva, que irá amparar pelo resto dos dias, outras surge uma mão, que ensinará a caminhar sem muletas, mas algumas vezes só tem o abismo.Uma coisa é certa, oferecer novas muletas não ajuda em nada, a não ser que você queira se beneficiar da dependência.Dar a mão é uma grande responsabilidade, mas é uma responsabilidade que cabe a poucos, impossível dar as mãos se você não conseguirá sustentar por muito tempo, impossível dar as mãos se você não for o que a pessoa realmente precisa.Boa vontade muitos tem, mas não basta.As pessoas têm imensa dificuldade em tirar as muletas de quem gostam, é como tirar o andador da criança, como tirar as rodinhas da bicicleta, um dia você precisa fazê-lo.Evidente que a pessoa vai cair e, eventualmente, se machucar, mas não são estas as regras do mundo?Algum de nós consegue descrever um mundo real sem dor, sem quedas e tombos?Existe uma linha de sabedoria difícil de alcançar, mas é nela que se encontra a atitude correta, seremos maiores sabendo o quanto podemos dar a alguém, sabendo o quanto podemos tirar de alguém.
Existem pessoas que não vivem a não ser em função das outras.Desenvolvem várias personalidades para serem aceitas em vários grupos sociais, se apoiando nos diversos membros destes grupos.Carentes, precisam de aprovação, de serem queridas, não se importam com o respeito, se importam com a aprovação.Usam de várias estratégias, como camaleões, se inserem nos grupos, permanecem camuflados mesmo sem compartilhar das idéias e ideais dos seus membros.É comum que tais pessoas participem de vários grupos ao mesmo tempo, grupos muitas vezes díspares, opostos.São capazes de ações que quando confrontadas, não apresentam menor sentido, por exemplo, podem ouvir funk ou bossa nova, podem ter atividades físicas intensas ou levar uma vida indolente.A lógica de tudo reside no conceito de muleta, a pessoa deixa de ter vida própria pra se apoiar nos outros, sem atitude, sem convicções, sem vontade própria a pessoa se apega aos outros, a aceitação dos outros.Mas um dia as portas começam a fechar, as muletas começam a escassear, e elas se dão conta de que estão num caminho sem saída.Algumas vezes surge uma muleta definitiva, que irá amparar pelo resto dos dias, outras surge uma mão, que ensinará a caminhar sem muletas, mas algumas vezes só tem o abismo.Uma coisa é certa, oferecer novas muletas não ajuda em nada, a não ser que você queira se beneficiar da dependência.Dar a mão é uma grande responsabilidade, mas é uma responsabilidade que cabe a poucos, impossível dar as mãos se você não conseguirá sustentar por muito tempo, impossível dar as mãos se você não for o que a pessoa realmente precisa.Boa vontade muitos tem, mas não basta.As pessoas têm imensa dificuldade em tirar as muletas de quem gostam, é como tirar o andador da criança, como tirar as rodinhas da bicicleta, um dia você precisa fazê-lo.Evidente que a pessoa vai cair e, eventualmente, se machucar, mas não são estas as regras do mundo?Algum de nós consegue descrever um mundo real sem dor, sem quedas e tombos?Existe uma linha de sabedoria difícil de alcançar, mas é nela que se encontra a atitude correta, seremos maiores sabendo o quanto podemos dar a alguém, sabendo o quanto podemos tirar de alguém.

Muletas Jamais !!!!




quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Não soltar cavalos !


"Como em tudo, no escrever também tenho uma espécie de receio de ir longe demais. Que será isso? Por quê? Retenho-me, como se retivesse as rédeas de um cavalo que poderia galopar e me levar Deus sabe onde. Eu me guardo. Por que e para quê? para o que estou eu me poupando? Eu já tive clara consciência disso quando uma vez escrevi:"é preciso não ter medo de criar". Por que o medo? Medo de conhecer os limites de minha capacidade? ou medo do aprendiz de feiticeiro que não sabia como parar? Quem sabe, assim como uma mulher que se guarda intocada para dar-se um dia ao amor, talvez eu queira morrer todo inteira para que Deus me tenha toda."